domingo, agosto 05, 2007

Sugestão de pauta

Queria muito ver na "Piauí" um perfil com o Oscar Maroni Filho, o polêmico dono da boate Bahamas, recentemente fechada pelo Kassab moralista duma figa. Daria um belo texto.

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segunda-feira, julho 30, 2007

É golpe. É golpe, é golpe, é golpe!

Nessa crise toda, é engraçado como foi a “mídia conservadora e golpista” que, fazendo jornalismo, “salvou” o governo. Foi o Jornal Nacional da Globo (“má, feia e bobona”, segundo o Paulo Henrique Amorim) quem noticiou que o Airbus da TAM estava com um reverso pinado. Foi a “Veja” quem disse que “Um erro humano está na origem do pior acidente aéreo da história da aviação brasileira”. Essa mídia golpista! Pois é.

(O título deste post foi uma homenagem à cerveja Sol, intragável, por sinal.)

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quinta-feira, julho 05, 2007

O violinista no metrô

A Piauí que acaba de chegar às bancas traz uma matéria sensacional escrita por Gene Weingarten, publicada originalmente no Washington Post. A proposta era a seguinte: levar Joshua Bell, virtuose do violino e um dos principais nomes da música clássica contemporânea, a uma estação de metrô da cidade, fazê-lo tocar incógnito, como um músico de rua, e ver o que aconteceria. Não vou contar o que acontece, compre a revista e leia matéria: a pauta e principalmente a execução da matéria são impecáveis.

Pra ler a matéria em inglês, clique aqui. O vídeo da brincadeira está lá e também no YouTube, aqui.

Trecho:
"Três minutos transcorreram antes que alguma coisa acontecesse. Sessenta e três pessoas já tinham passado quando, finalmente, registrou-se a primeira reação. Um homem de meia-idade alterou suas passadas por uma fraça de segundo, virando a cabeça para dar-se conta de que parecia haver ali um sujeito tocando música. É verdade que não parou de andar, mas já foi alguma coisa.

Meio minuto mais tarde, Bell recebeu sua primeira doação. Uma mulher jogou 1 dólar na caixa e seguiu seu caminho, apressada. A apresentação já durava seis minutos quando alguém realmente parou e encostou na parede, para ouvir.

Mas as coisas nunca chegaram a ficar muito melhores. Nos quase três quartos de hora que Joshua Bell tocou, sete pessoas pararam o que estavam fazendo para ficar por perto e acompanhar a música por, pelo menos, um minuto. Vinte e sete deram dinheiro, - totalizando 32 dólares e trocados. O que nos deixa com 1 070 pessoas que passaram por ali às pressas, sem perceber nada, muitas a apenas 1 metro do músico, poucas nem sequer virando o rosto para olhar."

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terça-feira, julho 03, 2007

Ex-Nomínimos

Seis ex-NoMínimo de casa nova: Pedro Doria, Sérgio Rodrigues, Carla Rodrigues, José Paulo Kupfer, Luiz Antônio Ryff e Ricardo Calil.

Antes, eles estavam agrupados no NoMínimo; hoje, estão no meu Google Reader.

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segunda-feira, junho 25, 2007

Conservadores e golpistas

Paulo Henrique Amorim faz, muitas vezes, em seu blog, um dos jornalismos mais nojentos que eu já vi. Um jornalismo governista, chapa branca, que acha que tudo é coisa da mídia “conservadora” e “golpista”, que quer derrubar o Lula. Está um alvoroço nos aeroportos? A mídia golpista vai lá e fala que está um caos, absurdo isso!

“A mídia conservadora (e golpista) quer tudo, menos que o caos acabe.” Claro!

Ele escreve lá: “A lei (civil e militar) é clara: cadeia para eles e para os superiores omissos.” Queria ver ele escrever sobre os invasores da USP: “Cadeia neles.” Mas pra ele, claro, os uspianos que estavam em greve faziam uma greve saudável, democrática... É isso aí.

Então estamos combinados. Criticar o governo Lula é ser conservador e golpista.

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Em matéria de nojentice, o Zé Dirceu também não fica pra trás. Esse texto é daqueles pra ser guardado e lido daqui alguns anos. Ele critica Alexandre Garcia por ter criticado a ministra do turismo Marta Suplicy fazendo menção a uma frase escrita no portão dos campos de extermínio nazista (“o trabalho liberta”). “Uma prova cabal da irresponsabilidade do jornalista, que ficará impune, e da aberta campanha de oposição das organizações Globo ao governo e ao Presidente Lula”, diz.

Ele obviamente queria uma punição para Garcia. Qual seria essa punição? Depois, ele diz que, já que o governo não moveu um dedo contra a mídia, “a quem interessa essa linha editorial”? Pra ele, deve ser difícil entender que fazer críticas (duras, às vezes) é normal em uma democracia. Isso pra mim soa um pouco como intimidação também – “olha, estamos sendo bonzinhos, sejam bonzinhos também”. Ou então...

Aí ele fala o negócio mais surreal: “(...) fica a minha indignação e a minha firme decisão de resistir e combater essa ação anti-democrática e violadora da liberdade de imprensa que impera como nunca no Brasil”.

Eu sinceramente tentei pensar pela lógica zédirceusista e confesso que me escapa a lógica dessa frase.

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Eu volto lá no blog do PH Amorim e leio: “PF de FHC não tocaria no irmão do presidente” (aqui).

Só um lembrete: a PF vem fazendo esse alarde todo por aí com dezenas de operação porque o governo quis aparelhá-la, quis fazer dela uma célula do governo. E a PF se rebelou. Além de tudo, Lula havia prometido um aumento salarial de 30%, que não saiu. A PF entrou em greve, fez pressão, está fazendo pressão. Aí o PH inventa um jeito de botar FHC no meio... e perguntar qual será a próxima crise com que a Folha, o Estadão e o Globo tentarão derrubar o Presidente Lula.

Essas críticas pra mim são surreais, ainda mais vindas de sujeitos que eram tão violentos em suas críticas ao governo anterior. Tudo agora é golpe da elite, da mídia conservadora, dos que não admitem um presidente operário ter chegado a presidência...

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terça-feira, maio 08, 2007

Clube do diploma

A valente FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) e o bravo Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, nossos queridos representantes de classe, emitiram uma brilhante nota oficial sobre a morte do jornalista Luiz Carlos Barbon Filho, assassinado a tiros em um bar em Porto Ferreira. Barbon denunciou vereadores que exploravam sexualmente adolescentes da região. Com a reportagem “Corrupção de menores”, publicada em seu jornal “Realidade”, concorreu ao Prêmio Esso de Jornalismo, em 2003.

Pois bem. E o quê os dois órgãos escreveram? Escreveram que, inicialmente, era preciso exigir o esclarecimento e punição dos responsáveis, mas que Barbon, “apesar de se auto-intitular jornalista, não o era de fato e de direito. O jornal Realidade, de sua propriedade, foi fechado pois nunca esteve regularizado e Barbom (sic) Filho não possuía o registro de jornalista, tendo sido, inclusive, processado por exercício ilegal da profissão.”

E segue dizendo ainda que “Para a realização plena dessas condições básicas de liberdade, os jornalistas têm um papel fundamental a cumprir. Isso é óbvio. Mas é doentio pensar que todo cidadão, para poder exercer esses direitos, deva se arvorar à condição de jornalista.

Essa nota é que é doentia. O cara denuncia um bando de vereadores safados, depois é assassinado a tiros e o sindicato ainda tem a coragem de dizer que ele não era jornalista de fato e de direito, porque não tinha o tal do deploma? De fato, ele era, sim, um jornalista. E aposto que muito melhor do que os fenajistas e sindicalistas.

Dá nojo desse povo. São asquerosos e repugnantes. E ainda recebem e sobrevivem do imposto sindical, que todo ano o governo retira dos jornalistas registrados em carteira. Gostaria muito de saber o que faz esse povo da Fenaj e que se diz jornalista com maiúscula, com diploma e a puta que pariu.

Que sindicalismo mais estúpido e sem noção. Só faltou dizer que a culpa pela morte do cara era dele mesmo, pois não tinha o diploma. Qualquer bunda-mole pode ter um diploma de jornalista. Um diploma não faz o jornalista. Será que esse povo é tão burro pra perceber isso?

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terça-feira, maio 01, 2007

Brilhante constatação

É impressionante como jovens jornalistas têm a capacidade de se acharem fazendo trabalhos espetaculares e inéditos. Quando era mais jovem, e eu nem sou tão velho assim, confesso que sofri um pouco desse mal. Falo em “um pouco” pois quero crer que sempre tive noção da minha pequenez intelectual/jornalística. Se me achava melhor, era em comparação aos colegas da minha classe. Sim, um toque de arrogância talvez, mas digo sem medo: uma arrogância necessária, até.

Mas voltando ao assunto inicial: é impressionante ver jovens se achando em alguma coisa. E é engraçado se ver um pouco neles e, bem, ter vontade de dar um tapão na nunca e dizer algo como “envelheça, seu mané” ou “vai ler um pouco mais, vai”.

Se por um lado acho necessário ter um pouco dessa empolgação juvenil no trabalho, é muito mais interessante pensar sempre em como isso está uma bosta e tentar melhorar.

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quarta-feira, fevereiro 07, 2007

A mediocridade venceu

"Os jornais não estão interessados em qualidade, mas em ganhar dinheiro; ou melhor, em não perder tanto quanto perderam nos últimos anos. Ficaram populacheros, como dizem os mexicanos, atrelados à “cultura” da celebridade, à vulgaridade televisiva. Os medíocres venceram."

Boa entrevista com o Sérgio Augusto no Digestivo Cultural.

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