segunda-feira, agosto 13, 2007

Bundões



Taí. Essa aí é a Íris, na "Playboy" de agosto. Achei o ensaio bastante bonito e elegante, embora pouco revelador. Há gente dizendo que se usou o Photoshop ao extremo, em algumas fotos. Essa foto mostra que sim, há evidências fortes de que isso tenha acontecido mesmo...

**

E falando em bundão, José Dirceu dá as caras na entrevista do mês da revista. Dirceu é aquele de sempre... vale destacar uns trechinhos:

"Acho que a imprensa é partidária, ideológica, engajada, com projeto político. Isso existe no Brasil. Pena que não existe uma nossa assim tão forte." (...) "Eu quero um jornal pra gente também."

(Repórter) "Por que deveria um governo, que está fazendo o que acredita estar certo, permitir que o critiquem? Ele não aceitaria a oposição de armas letais, mas idéias são muito mais fatais que armas." O senhor concorda com a frase de Lênin sobre a imprensa? (Dirceu) A crítica é fundamental, outra coisa é campanha articulada por partidos e parlamentares. Não estou dizendo que o PT não tenha feito isso, que não fizemos no passado. Não estou dizendo que tem de fechar ou censurar os jornais. Só estou denunciando."

"...O Lula não dá cheque em branco pra ninguém. Não é da natureza dela. Pelo contrário, ele delega, mas controla, cobra. Ele é um presidente da República que tem controle sobre tudo o que está acontecendo. O Lula trabalha, chega cedo e sai tarde."

(Repórter) "O que achou do caso da quebra do sigilo bancário do caseiro Nildo? (Dirceu) Eu diria que é um caso a ser esclarecido." (E já não foi? Quebraram o sigilo.)

"O Fernando Henrique pode cobrar 85 mil reais por palestra (invejoso! hahaha), e eu não posso fazer consultoria? No fundo, o que eu faço é isso: analiso a situação, aconselho. Se eu fizesse lobby, o presidente saberia no outro dia. Porque no governo, quando eu dou um telefonema, modéstia à parte, é um telefonema! As empresas que trabalham comigo estão satisfeitas. E eu procuro trabalhar mais com empresas privadas que com empresas que têm relação com o governo."

Marcadores: , ,

quarta-feira, agosto 01, 2007

Pedro Doria

Boa entrevista com o Pedro Doria no Digestivo.

Marcadores:

terça-feira, julho 24, 2007

É isso aí

"Em momentos cruciais, nas reviravoltas, quando os fatores aparecem mais ou menos bem equilibrados, o acaso, os indivíduos com suas decisões e suas ações, elas mesmas não necessariamente previsíveis - na realidade raramente previsíveis - podem determinar o curso da história. Não creio em um livrinho de história. Marx e Hegel acreditavam realmente que a história é um drama em atos que se sucedem e onde, ao final, depois de, sem dúvida, grandes agitações, e, para Marx, conflitos terríveis, tribulações e desastres, as portas do Paraíso se abrirão, este será o desfecho final: então a história se deterá e todas as coisas serão para sempre harmoniosas e os homens colocarão suas ações de forma a cooperar racionalmente."

Sir Isaiah Berlin, citado aqui.

Marcadores:

terça-feira, maio 08, 2007

Nós, os bolcheviques, chamamos isso de autocrítica

“A Arte da Entrevista”, coletânea de entrevistas organizada pelo Fábio Altman, é bem bacaninha. Tem algumas entrevistas muito boas, como as do Freud, do Al Capone e do Hitchcock (que é onde estou agora).

Tem outras que também são muito boas, pelo menos pra você ler e ficar xingando os camaradas mentalmente: Hitler, Mussolini, Marx, Getúlio Vargas, Mao Tse-tung etc.

A entrevista com o Stalin é exemplar neste sentido. Já ouvira falar muito que o HG Wells, que entrevistou o safado em 1934, era um completo analfabeto político, mas nunca pensei que ele chegasse a tanto. Abaixo uns trechinhos.

Stalin – É, eu sei, e isso pode ser explicado pelo fato de a sociedade capitalista encontrar-se no momento em um beco sem saída. Os capitalistas buscam, mas não conseguem encontrar, uma saída para esse cul de sac compatível com a dignidade, com os interesses da classe. Eles podem, até um certo ponto, sair da crise engatinhando, mas não conseguem encontrar uma alternativa que permita sair de cabeça erguida, que não perturbe os interesses dos capitalismo.

(...)

É óbvio que o velho sistema está desmoronando, decaindo. Isso é verdade. Mas também é verdade que novos esforços estão sendo feitos para com o uso de outros métodos e de novos meios para proteger o sistema decadente. (...)

Wells – (...) Ela (uma organização de escritores) insiste na livre expressão de opiniões – mesmo de opiniões opostas. Espero discutir esse assunto com Gorki. Não sei se os ingleses estão preparados para tanta liberdade...

Stalin – Nós, os bolcheviques, chamamos isso de “autocrítica”. Ela é muito usada na URSS...

(CLARO! CLARO QUE SIM!)

Marcadores: , ,

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

A mediocridade venceu

"Os jornais não estão interessados em qualidade, mas em ganhar dinheiro; ou melhor, em não perder tanto quanto perderam nos últimos anos. Ficaram populacheros, como dizem os mexicanos, atrelados à “cultura” da celebridade, à vulgaridade televisiva. Os medíocres venceram."

Boa entrevista com o Sérgio Augusto no Digestivo Cultural.

Marcadores: , ,